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	<title>Arquivo de Notícias | Silva &amp; Silva Advogados Associados</title>
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	<description>Fornecemos serviços jurídicos de mais alta qualidade em todas as áreas de abrangência do Direito Empresarial, auxiliando e orientando os clientes à encontrar soluções objetivas para resolução de problemas de natureza geral, organizando estrategicamente seus negócios de forma prática, criativa, vantajosa, econômica, rentável e segura, através de estudos e planejamentos em diversas áreas do Direito</description>
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	<title>Arquivo de Notícias | Silva &amp; Silva Advogados Associados</title>
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		<title>NCM errada pode custar caro</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 11:39:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A classificação fiscal da mercadoria (NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul) é um dos elementos mais importantes de uma operação de importação. Um erro na definição desse código pode resultar em retenção de cargas, aumento indevido da carga tributária, multas e questionamentos da Receita Federal, comprometendo a rentabilidade de toda a operação. Toda mercadoria importada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong data-start="114" data-end="191">classificação fiscal da mercadoria (NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul)</strong> é um dos elementos mais importantes de uma operação de importação. Um erro na definição desse código pode resultar em retenção de cargas, aumento indevido da carga tributária, multas e questionamentos da Receita Federal, comprometendo a rentabilidade de toda a operação.</p>
<p data-start="878" data-end="994">Toda mercadoria importada ou comercializada no Brasil deve ser identificada por um código específico denominado NCM.</p>
<p data-start="996" data-end="1085">Esse código é utilizado para determinar o tratamento tributário da mercadoria, incluindo:</p>
<ul data-start="1086" data-end="1269">
<li data-section-id="ekfntj" data-start="1086" data-end="1115">Imposto de Importação (II);</li>
<li data-section-id="1j3w6pv" data-start="1116" data-end="1122">IPI;</li>
<li data-section-id="1xjqszn" data-start="1123" data-end="1140">PIS-Importação;</li>
<li data-section-id="1govatz" data-start="1141" data-end="1161">COFINS-Importação;</li>
<li data-section-id="16sgg93" data-start="1162" data-end="1169">ICMS;</li>
<li data-section-id="11ppgpl" data-start="1170" data-end="1202">benefícios fiscais aplicáveis;</li>
<li data-section-id="erobcq" data-start="1203" data-end="1229">exigências regulatórias;</li>
<li data-section-id="5v8f4u" data-start="1230" data-end="1269">licenças e certificações necessárias.</li>
</ul>
<p data-start="1271" data-end="1363">Em outras palavras, a classificação fiscal funciona como a identidade tributária do produto.</p>
<h5 data-section-id="wag49e" data-start="1365" data-end="1386"><strong>Onde está o risco?</strong></h5>
<p data-start="1388" data-end="1552">Muitas empresas acreditam que a classificação fiscal é uma mera formalidade operacional. Na prática, trata-se de uma das etapas mais sensíveis de toda a importação.</p>
<p data-start="1554" data-end="1597">Um único dígito incorreto pode resultar em:</p>
<ul data-start="1598" data-end="1814">
<li data-section-id="1tno9mf" data-start="1598" data-end="1638">recolhimento insuficiente de tributos;</li>
<li data-section-id="1qz5l29" data-start="1639" data-end="1679">pagamento de impostos acima do devido;</li>
<li data-section-id="15j0z4z" data-start="1680" data-end="1700">retenção da carga;</li>
<li data-section-id="15y5mnp" data-start="1701" data-end="1744">exigências adicionais da Receita Federal;</li>
<li data-section-id="1fsoq16" data-start="1745" data-end="1770">multas administrativas;</li>
<li data-section-id="1nqwpio" data-start="1771" data-end="1814">abertura de procedimento de fiscalização.</li>
</ul>
<p data-start="1816" data-end="1958">Além dos impactos financeiros, erros de classificação podem comprometer prazos de entrega, contratos comerciais e o fluxo de caixa da empresa.</p>
<h5 data-section-id="csjc22" data-start="1960" data-end="1998"><strong>Fiscalização cada vez mais rigorosa</strong></h5>
<p data-start="2000" data-end="2112">Nos últimos anos, a Receita Federal tem ampliado os mecanismos de controle sobre operações de comércio exterior.</p>
<p data-start="2114" data-end="2286">O cruzamento eletrônico de informações, aliado a sistemas de gerenciamento de risco e inteligência fiscal, permite identificar inconsistências com maior rapidez e precisão.</p>
<p data-start="2288" data-end="2487">Quando a Receita entende que a NCM utilizada não corresponde às características reais da mercadoria, pode promover o reenquadramento fiscal do produto e exigir diferenças tributárias, juros e multas.</p>
<p data-start="2489" data-end="2593">Dependendo da situação, a penalidade pode representar um custo significativo para a empresa importadora.</p>
<h5 data-section-id="35ol7v" data-start="2595" data-end="2638"><strong>O impacto financeiro pode ser expressivo</strong></h5>
<p data-start="2640" data-end="2794">Em muitos casos, a diferença entre uma classificação correta e uma classificação equivocada representa milhares ou até milhões de reais ao longo do tempo.</p>
<p data-start="2796" data-end="2844">Isso ocorre porque a NCM influencia diretamente:</p>
<ul data-start="2845" data-end="2968">
<li data-section-id="1gj5rfe" data-start="2845" data-end="2869">alíquotas tributárias;</li>
<li data-section-id="1kgy5mr" data-start="2870" data-end="2890">regimes especiais;</li>
<li data-section-id="hk2pv3" data-start="2891" data-end="2916">acordos internacionais;</li>
<li data-section-id="1vg3chy" data-start="2917" data-end="2938">benefícios fiscais;</li>
<li data-section-id="1tdeftu" data-start="2939" data-end="2968">exigências administrativas.</li>
</ul>
<p data-start="2970" data-end="3101">Além disso, uma classificação inadequada pode fazer com que a empresa perca oportunidades legítimas de redução de carga tributária.</p>
<h5 data-section-id="oq7mwg" data-start="3103" data-end="3128"><strong>Como evitar problemas?</strong></h5>
<p data-start="3130" data-end="3196">A prevenção passa por uma análise técnica detalhada da mercadoria.</p>
<p data-start="3198" data-end="3253">Para uma classificação adequada, é fundamental avaliar:</p>
<ul data-start="3254" data-end="3376">
<li data-section-id="1hsj6og" data-start="3254" data-end="3278">composição do produto;</li>
<li data-section-id="1jl647" data-start="3279" data-end="3298">função principal;</li>
<li data-section-id="36lug" data-start="3299" data-end="3326">características técnicas;</li>
<li data-section-id="1tm5bo8" data-start="3327" data-end="3349">forma de utilização;</li>
<li data-section-id="2uilwf" data-start="3350" data-end="3376">regulamentos aplicáveis.</li>
</ul>
<p data-start="3378" data-end="3487">Muitas vezes, produtos visualmente semelhantes podem possuir classificações fiscais completamente diferentes.</p>
<p data-start="3489" data-end="3651">Por essa razão, decisões baseadas apenas em descrições genéricas, classificações utilizadas por fornecedores ou práticas de mercado podem gerar riscos relevantes.</p>
<p data-start="3489" data-end="3651"><a href="https://silvaesilva.com.br/exclusao-do-pis-e-da-cofins-da-propria-base-de-calculo-ganha-forca-no-judiciario/">+ Exclusão do PIS e da COFINS da própria base de cálculo ganha força no judiciário </a></p>
<h5 data-section-id="1hhdpmr" data-start="3653" data-end="3690"><strong>Revisar também pode gerar economia</strong></h5>
<p data-start="3692" data-end="3843">Além de evitar autuações futuras, a revisão das classificações fiscais já utilizadas pela empresa pode revelar oportunidades de recuperação de valores.</p>
<p data-start="3845" data-end="3976">Em determinadas situações, a utilização de uma NCM inadequada resulta no pagamento de tributos superiores aos efetivamente devidos.</p>
<p data-start="3978" data-end="4150">Uma análise especializada permite identificar inconsistências, corrigir procedimentos e avaliar possíveis medidas para recuperação de créditos ou redução de custos futuros.</p>
<h5 data-section-id="1ll58f9" data-start="4152" data-end="4205"><strong>Segurança jurídica começa na classificação correta</strong></h5>
<p data-start="4207" data-end="4409">Em um cenário de fiscalização cada vez mais intensa, a classificação fiscal deixou de ser uma etapa meramente operacional e passou a ocupar posição estratégica dentro das operações de comércio exterior.</p>
<p data-start="4411" data-end="4613">Uma NCM correta não apenas reduz riscos de autuações e multas, mas também garante maior previsibilidade financeira, segurança jurídica e competitividade para empresas que atuam no mercado internacional.</p>
<p data-start="4615" data-end="4754" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Por isso, antes de concluir uma importação, vale a pena revisar um detalhe que pode definir o sucesso, ou o prejuízo, de toda a operação.</p>
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		<item>
		<title>Exclusão do PIS e da COFINS da própria base de cálculo ganha força no Judiciário</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2026 11:32:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A discussão sobre a exclusão do PIS e da COFINS de suas próprias bases de cálculo vem ganhando destaque no cenário tributário brasileiro e despertando atenção de empresas de diversos setores. A tese busca o reconhecimento do direito de apurar e recolher as contribuições sem incluir os próprios valores de PIS e COFINS na base [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="259" data-end="450">A discussão sobre a exclusão do PIS e da COFINS de suas próprias bases de cálculo vem ganhando destaque no cenário tributário brasileiro e despertando atenção de empresas de diversos setores.</p>
<p data-start="452" data-end="626">A tese busca o reconhecimento do direito de apurar e recolher as contribuições sem incluir os próprios valores de PIS e COFINS na base utilizada para cálculo desses tributos.</p>
<p data-start="628" data-end="809">Na prática, especialistas defendem que o atual modelo de cobrança amplia artificialmente a carga tributária suportada pelas empresas, aumentando o valor final recolhido mensalmente.</p>
<h5 data-section-id="aneibb" data-start="811" data-end="837"><span role="text"><strong data-start="815" data-end="837">Como funciona hoje</strong></span></h5>
<p data-start="839" data-end="968">Atualmente, o PIS e a COFINS são calculados “por dentro”, ou seja, os próprios tributos acabam integrando sua base de incidência.</p>
<p data-start="970" data-end="1077">Isso significa que a empresa paga contribuição sobre valores que já correspondem ao próprio tributo devido.</p>
<p data-start="1079" data-end="1255">O principal argumento jurídico utilizado nas ações é que essa sistemática contraria princípios constitucionais tributários e distorce o conceito de faturamento e receita bruta.</p>
<h5 data-section-id="b8wtxz" data-start="1257" data-end="1311"><span role="text"><strong data-start="1261" data-end="1311">Discussão ganhou força após a “tese do século”</strong></span></h5>
<p data-start="1313" data-end="1524">O tema passou a receber maior atenção após o julgamento do Supremo Tribunal Federal que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS, discussão que ficou conhecida nacionalmente como a “tese do século”.</p>
<p data-start="1526" data-end="1653">A partir desse precedente, novas teses relacionadas à composição das bases tributárias começaram a ganhar espaço no Judiciário.</p>
<p data-start="1655" data-end="1666">Entre elas:</p>
<ul data-start="1667" data-end="1815">
<li data-section-id="1urgfa" data-start="1667" data-end="1712">exclusão do ISS da base do PIS e da COFINS;</li>
<li data-section-id="13qylnz" data-start="1713" data-end="1766">exclusão do PIS e da COFINS de suas próprias bases;</li>
<li data-section-id="1qd3gen" data-start="1767" data-end="1815">revisão de incidências tributárias em cascata.</li>
</ul>
<h5 data-section-id="moes6x" data-start="1817" data-end="1867"><span role="text"><strong data-start="1821" data-end="1867">Impactos financeiros podem ser expressivos</strong></span></h5>
<p data-start="1869" data-end="1999">Dependendo do porte da empresa e do volume de faturamento, os valores envolvidos podem representar impacto significativo no caixa.</p>
<p data-start="2001" data-end="2057">Em caso de reconhecimento do direito, as empresas podem:</p>
<ul data-start="2058" data-end="2202">
<li data-section-id="10pmzg5" data-start="2058" data-end="2094">reduzir a carga tributária futura;</li>
<li data-section-id="3nkfzg" data-start="2095" data-end="2131">revisar a sistemática de apuração;</li>
<li data-section-id="unuqah" data-start="2132" data-end="2202">recuperar ou compensar valores pagos indevidamente nos últimos anos.</li>
</ul>
<p data-start="2204" data-end="2362">O tema tem sido acompanhado especialmente por empresas dos setores industrial, comercial e de serviços, que convivem diariamente com elevada carga tributária.</p>
<p data-start="2204" data-end="2362"><a href="https://silvaesilva.com.br/empresas-recorrem-a-revisao-de-dividas-bancarias-diante-do-aumento-da-pressao-financeira/">+ Empresas recorrem à revisão de dívidas bancárias diante do aumento da pressão financeira </a></p>
<h5 data-section-id="wj1e50" data-start="2364" data-end="2406"><span role="text"><strong data-start="2368" data-end="2406">Análise individual é indispensável</strong></span></h5>
<p data-start="2408" data-end="2521">Apesar do potencial benefício financeiro, especialistas alertam que cada caso deve ser analisado individualmente.</p>
<p data-start="2523" data-end="2537">Questões como:</p>
<ul data-start="2538" data-end="2648">
<li data-section-id="dmj2kv" data-start="2538" data-end="2566">regime tributário adotado;</li>
<li data-section-id="jtc4bs" data-start="2567" data-end="2596">histórico de recolhimentos;</li>
<li data-section-id="e5xynf" data-start="2597" data-end="2624">forma de apuração fiscal;</li>
<li data-section-id="195jtnh" data-start="2625" data-end="2648">documentação contábil</li>
</ul>
<p data-start="2650" data-end="2723">influenciam diretamente na viabilidade jurídica e econômica da discussão.</p>
<p data-start="2725" data-end="2857">Além disso, o tema ainda segue em desenvolvimento no ambiente judicial, exigindo avaliação estratégica sobre riscos e oportunidades.</p>
<h5 data-section-id="1mmjuwp" data-start="2859" data-end="2925"><span role="text"><strong data-start="2863" data-end="2925">Planejamento tributário se torna cada vez mais estratégico</strong></span></h5>
<p data-start="2927" data-end="3024">O avanço dessas discussões reforça o protagonismo do planejamento tributário dentro das empresas.</p>
<p data-start="3026" data-end="3278">Em um cenário de alta carga fiscal e mudanças constantes no sistema tributário brasileiro, revisar estruturas fiscais deixou de ser apenas uma medida de economia e passou a representar uma ferramenta de segurança jurídica e competitividade empresarial.</p>
<p data-start="3280" data-end="3489" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A discussão envolvendo a exclusão do PIS e da COFINS de suas próprias bases de cálculo deve continuar em evidência nos próximos anos, especialmente diante do atual ambiente de transformação tributária no país.</p>
<p data-start="3280" data-end="3489" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Siga nosso <a href="https://www.linkedin.com/company/silvaesilva/?viewAsMember=true">Linkedin</a> e <a href="https://www.instagram.com/silvaesilvaadv/">Instagram</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Empresas recorrem à revisão de dívidas bancárias diante do aumento da pressão financeira</title>
		<link>https://silvaesilva.com.br/empresas-recorrem-a-revisao-de-dividas-bancarias-diante-do-aumento-da-pressao-financeira/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:18:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cenário econômico atual tem aumentado a pressão financeira sobre empresas de diversos setores. Taxas de juros elevadas, restrição de crédito e aumento do custo operacional vêm impactando diretamente o caixa das companhias, especialmente aquelas que dependem de capital de giro e financiamentos bancários para manter suas operações. Nesse contexto, cresce o número de empresas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://silvaesilva.com.br/empresas-recorrem-a-revisao-de-dividas-bancarias-diante-do-aumento-da-pressao-financeira/">Empresas recorrem à revisão de dívidas bancárias diante do aumento da pressão financeira</a> apareceu primeiro em <a href="https://silvaesilva.com.br">Silva &amp; Silva Advogados Associados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="264" data-end="597">O cenário econômico atual tem aumentado a pressão financeira sobre empresas de diversos setores. Taxas de juros elevadas, restrição de crédito e aumento do custo operacional vêm impactando diretamente o caixa das companhias, especialmente aquelas que dependem de capital de giro e financiamentos bancários para manter suas operações.</p>
<p data-start="599" data-end="765">Nesse contexto, cresce o número de empresas buscando alternativas jurídicas e financeiras para reorganizar passivos bancários e evitar o agravamento da inadimplência.</p>
<h5 data-section-id="1jndxoh" data-start="767" data-end="820"><span role="text"><strong data-start="771" data-end="820">Juros altos pressionam operações empresariais</strong></span></h5>
<p data-start="822" data-end="1064">Mesmo com sinais de desaceleração da inflação, o ambiente de crédito ainda segue restritivo. Em muitas operações, empresas têm enfrentado dificuldades para manter parcelas em dia, renegociar contratos ou acessar novas linhas de financiamento.</p>
<p data-start="1066" data-end="1207">Além disso, a elevação acumulada dos encargos financeiros nos últimos anos aumentou significativamente o custo total das operações bancárias.</p>
<p data-start="1209" data-end="1228">O impacto é direto:</p>
<ul data-start="1229" data-end="1372">
<li data-section-id="si5af2" data-start="1229" data-end="1262">redução da margem operacional;</li>
<li data-section-id="5tvvi4" data-start="1263" data-end="1300">comprometimento do fluxo de caixa;</li>
<li data-section-id="cujeq3" data-start="1301" data-end="1329">aumento do endividamento;</li>
<li data-section-id="1gvsq8a" data-start="1330" data-end="1372">dificuldade de investimento e expansão.</li>
</ul>
<p data-start="1429" data-end="1560">Diante desse cenário, a revisão técnica de contratos bancários tem ganhado espaço como ferramenta estratégica de gestão financeira.</p>
<p data-start="1562" data-end="1744">Especialistas apontam que muitas empresas descobrem cobranças excessivas, encargos abusivos ou estruturas contratuais desequilibradas apenas após uma análise detalhada das operações.</p>
<p data-start="1746" data-end="1789">Entre os principais pontos revisados estão:</p>
<ul data-start="1790" data-end="1929">
<li data-section-id="1v95q4n" data-start="1790" data-end="1808">taxas de juros;</li>
<li data-section-id="1ritmgf" data-start="1809" data-end="1835">capitalização indevida;</li>
<li data-section-id="bhvjkk" data-start="1836" data-end="1857">tarifas bancárias;</li>
<li data-section-id="j3aune" data-start="1858" data-end="1882">garantias excessivas;</li>
<li data-section-id="sh54xw" data-start="1883" data-end="1929">renegociações acumuladas ao longo do tempo.</li>
</ul>
<p data-start="1931" data-end="2064">Em alguns casos, a revisão permite redução do passivo, reorganização dos pagamentos e até recuperação de valores pagos indevidamente.</p>
<p data-start="1931" data-end="2064"><a href="https://silvaesilva.com.br/nr-1-exige-gestao-ativa-de-riscos/">+ NR-1 exige gestão ativa de riscos </a></p>
<h5 data-section-id="xh8wlz" data-start="2066" data-end="2138"><span role="text"><strong data-start="2070" data-end="2138">Reestruturação financeira deixa de ser apenas medida emergencial</strong></span></h5>
<p data-start="2140" data-end="2290">Tradicionalmente associada a momentos de crise extrema, a reorganização de dívidas bancárias passou a ser utilizada também como estratégia preventiva.</p>
<p data-start="2292" data-end="2437">Empresas têm buscado renegociar operações antes do comprometimento total do caixa, preservando capacidade operacional e reduzindo riscos futuros.</p>
<p data-start="2439" data-end="2537">A lógica mudou: esperar a inadimplência se consolidar pode limitar alternativas e aumentar custos.</p>
<h5 data-section-id="s2o7ul" data-start="2539" data-end="2594"><span role="text"><strong data-start="2543" data-end="2594">Cresce a preocupação com garantias e patrimônio</strong></span></h5>
<p data-start="2596" data-end="2694">Outro ponto que preocupa empresários é o aumento da exposição patrimonial em operações de crédito.</p>
<p data-start="2696" data-end="2826">Em muitos contratos, sócios acabam vinculando bens pessoais ou assumindo obrigações sem análise aprofundada dos riscos envolvidos.</p>
<p data-start="2828" data-end="2990">Com o aumento da judicialização bancária, cresce também a necessidade de avaliar cláusulas contratuais, garantias prestadas e impactos patrimoniais das operações.</p>
<h5 data-section-id="3tkmc4" data-start="2992" data-end="3048"><span role="text"><strong data-start="2996" data-end="3048">Judiciário mantém atenção sobre abusos bancários</strong></span></h5>
<p data-start="3050" data-end="3230">Embora o sistema financeiro opere dentro de ampla liberdade contratual, o Poder Judiciário continua reconhecendo situações de desequilíbrio e abusividade em determinados contratos.</p>
<p data-start="3232" data-end="3375">Cobranças irregulares, juros excessivos e falhas de transparência seguem sendo objeto de discussão judicial em diversas operações empresariais.</p>
<p data-start="3377" data-end="3533">No entanto, especialistas alertam que cada caso exige análise individualizada, considerando tipo de operação, histórico contratual e documentação envolvida.</p>
<h5 data-section-id="1na9o4" data-start="3535" data-end="3597"><span role="text"><strong data-start="3539" data-end="3597">Planejamento financeiro e jurídico ganham protagonismo</strong></span></h5>
<p data-start="3599" data-end="3709">O atual cenário reforça a importância de integrar gestão financeira e estratégia jurídica dentro das empresas.</p>
<p data-start="3711" data-end="3874">Mais do que lidar com dívidas, o objetivo passa a ser estruturar operações de forma sustentável, protegendo fluxo de caixa, patrimônio e capacidade de crescimento.</p>
<p data-start="3876" data-end="4018">Empresas que atuam preventivamente tendem a ampliar segurança nas negociações e reduzir impactos em momentos de maior instabilidade econômica.</p>
<h5 data-section-id="g3d3n6" data-start="4020" data-end="4061"><span role="text"><strong data-start="4024" data-end="4061">Momento exige análise estratégica</strong></span></h5>
<p data-start="4063" data-end="4276">Com crédito mais caro e ambiente econômico ainda desafiador, revisar contratos bancários e reavaliar estruturas financeiras tornou-se uma medida estratégica para empresas que buscam estabilidade e competitividade.</p>
<p data-start="4278" data-end="4428" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Em muitos casos, pequenas correções contratuais podem representar diferença significativa no caixa e na continuidade saudável da operação empresarial.</p>
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		<title>Crédito rural: produtores enfrentam pressão financeira e buscam alternativas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[comunicacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 12:16:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O crédito rural tem sido um dos principais pontos de atenção do agronegócio brasileiro em 2025. Produtores rurais de diferentes regiões vêm enfrentando dificuldades para manter financiamentos em dia diante de um cenário marcado por queda no preço de commodities, instabilidade climática, perdas de produção e aumento da pressão financeira sobre as propriedades. Para muitos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<section class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none [--shadow-height:45px] has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) [&amp;:has([data-writing-block])&gt;*]:pointer-events-auto [content-visibility:auto] supports-[content-visibility:auto]:[contain-intrinsic-size:auto_100lvh] R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" dir="auto" data-turn-id="request-69dce47b-0d18-83e9-90d4-de9cd96e3324-1" data-testid="conversation-turn-52" data-scroll-anchor="false" data-turn="assistant">
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<p data-start="0" data-end="365" data-is-last-node="" data-is-only-node="">O <strong data-start="2" data-end="19">crédito rural</strong> tem sido um dos principais pontos de atenção do agronegócio brasileiro em 2025. Produtores rurais de diferentes regiões vêm enfrentando dificuldades para manter financiamentos em dia diante de um cenário marcado por queda no preço de commodities, instabilidade climática, perdas de produção e aumento da pressão financeira sobre as propriedades.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</section>
<p data-start="860" data-end="1020">Para muitos produtores, o resultado tem sido uma combinação preocupante: menos entrada de recursos, custos operacionais elevados e dívidas pressionando o caixa.</p>
<p data-start="1077" data-end="1219">Especialistas alertam que, em grande parte dos casos, a dificuldade financeira enfrentada pelo produtor não decorre de falhas administrativas.</p>
<p data-start="1221" data-end="1399">Oscilações de mercado, queda nos preços de venda, estiagens, excesso de chuvas, pragas e outros fatores externos impactam diretamente a produtividade e a capacidade de pagamento. Em outras palavras, muitos produtores estão sendo atingidos por circunstâncias alheias ao seu controle.</p>
<p data-start="1576" data-end="1776">Diante desse cenário, o ordenamento jurídico brasileiro e as normas que regulam o crédito rural preveem mecanismos que podem ser utilizados para adequar o passivo à realidade econômica da propriedade.</p>
<p data-start="1778" data-end="1953">Quando há comprovação de frustração de safra, redução de receita ou comprometimento da capacidade financeira, o produtor pode buscar medidas para reestruturar suas obrigações.</p>
<p data-start="1955" data-end="1986">Na prática, isso pode envolver:</p>
<ul data-start="1988" data-end="2154">
<li data-section-id="iovb22" data-start="1988" data-end="2028"><strong data-start="1990" data-end="2026">Carência temporária nas parcelas;</strong></li>
<li data-section-id="ogup61" data-start="2029" data-end="2070"><strong data-start="2031" data-end="2068">Alongamento do prazo de pagamento;</strong></li>
<li data-section-id="3ohqcx" data-start="2071" data-end="2110"><strong data-start="2073" data-end="2108">Revisão de encargos financeiros;</strong></li>
<li data-section-id="u5xt4b" data-start="2111" data-end="2154"><strong data-start="2113" data-end="2152">Readequação do cronograma da dívida.</strong></li>
</ul>
<p data-start="2156" data-end="2260">Essas medidas têm como objetivo preservar a atividade produtiva e evitar o agravamento da inadimplência.</p>
<p data-start="2156" data-end="2260"><a href="https://silvaesilva.com.br/fiscalizacao-aduaneira-mais-rigorosa-expoe-erros-na-importacao/">+ Fiscalização aduaneira mais rigorosa expõe erros na importação</a></p>
<p data-start="2328" data-end="2430">Especialistas destacam que reorganizar uma dívida rural vai além de simplesmente pedir prazo ao banco.</p>
<p data-start="2432" data-end="2627">O ponto central é estruturar a obrigação de forma compatível com a realidade atual da propriedade, considerando fluxo de caixa, capacidade produtiva, ciclo da atividade e perspectivas de mercado. Sem essa análise técnica, muitos produtores acabam assumindo novos compromissos que apenas adiam o problema.</p>
<p data-start="2792" data-end="2991">O crédito rural é uma ferramenta essencial para o agronegócio, financiando custeio, investimento e expansão. Porém, quando mal ajustado ao cenário econômico, pode se transformar em um fator de risco.</p>
<p data-start="2993" data-end="3161">A reorganização adequada das dívidas pode representar a diferença entre manter a operação saudável ou comprometer patrimônio e capacidade produtiva nos próximos ciclos.</p>
<p data-start="3231" data-end="3419">O setor agropecuário historicamente convive com ciclos de alta e baixa. Períodos difíceis fazem parte da atividade, mas a forma como o produtor reage a esses momentos costuma ser decisiva. Buscar alternativas jurídicas e financeiras no momento certo pode preservar caixa, proteger ativos e permitir uma retomada mais sólida quando o mercado melhorar.</p>
<p data-start="3631" data-end="3775">Cada propriedade possui características próprias, como tipo de produção, volume de endividamento, cronograma de receitas e garantias vinculadas. Por isso, especialistas recomendam análise individualizada antes de qualquer decisão. Em muitos casos, existem soluções viáveis que o produtor desconhece.</p>
<p data-start="3972" data-end="4093">Para produtores que enfrentam dificuldades em 2025, revisar a estrutura do crédito rural pode ser uma medida estratégica.</p>
<p data-start="4095" data-end="4294" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Mais do que lidar com dívidas vencendo, trata-se de preservar a continuidade da atividade, proteger o patrimônio construído ao longo dos anos e preparar a propriedade para os próximos ciclos do agro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Projeto de lei prevê cobrança de custas nos Juizados Especiais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[comunicacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 13:36:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[advogado]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão de Constituição e Justiça do Senado]]></category>
		<category><![CDATA[Constituição Federal do Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Projeto de Lei 3.191/2019]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Previstos na Constituição Federal do Brasil como instrumento de ampliação do acesso à Justiça, os Juizados Especiais podem passar por uma mudança significativa. O tema está no centro do Projeto de Lei 3.191/2019, que altera a Lei 9.099/1995 e já está pronto para análise na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A proposta mantém [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="223" data-end="584">Previstos na <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Constituição Federal do Brasil</span></span> como instrumento de ampliação do acesso à Justiça, os Juizados Especiais podem passar por uma mudança significativa. O tema está no centro do <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Projeto de Lei 3.191/2019</span></span>, que altera a <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Lei 9.099/1995</span></span> e já está pronto para análise na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.</p>
<p data-start="586" data-end="970">A proposta mantém a gratuidade no primeiro grau, mas cria exceções importantes, prevendo a cobrança de custas, taxas e despesas processuais em situações específicas. A medida é apresentada como forma de racionalizar o uso dos juizados, mas também levanta questionamentos sobre possíveis impactos no acesso facilitado à Justiça, princípio que fundamenta esse modelo desde sua criação.</p>
<p data-start="972" data-end="1293">Entre as principais mudanças previstas, o projeto estabelece que, em caso de acordo, a pessoa jurídica demandada deverá arcar com as despesas processuais. Já nas situações em que houver sentença sem interposição de recurso, caberá à parte vencida, desde que não beneficiária da justiça gratuita, o pagamento das custas.</p>
<p data-start="1295" data-end="1644">Outro ponto relevante é a exigência de antecipação de valores para atos realizados por oficial de justiça, salvo nos casos de gratuidade. No âmbito recursal, o texto prevê que o preparo deverá incluir todas as despesas processuais, além de manter a fixação de honorários advocatícios entre 10% e 20% do valor da condenação para o recorrente vencido.</p>
<p data-start="1295" data-end="1644"><a href="https://silvaesilva.com.br/os-limites-da-desconsideracao-da-personalidade-juridica-frente-a-terceiros/">+ Os limites da desconsideração da personalidade jurídica frente a terceiros </a></p>
<p data-start="1646" data-end="1961">Na prática, especialistas avaliam que o projeto não promove apenas ajustes pontuais, mas redesenha a lógica de funcionamento dos Juizados Especiais. Ao introduzir mecanismos típicos do processo comum, especialmente no aspecto econômico, a proposta aproxima o sistema de uma estrutura mais tradicional de litigância.</p>
<p data-start="1963" data-end="2232">Se, por um lado, a iniciativa busca desestimular demandas consideradas excessivas e reduzir a sobrecarga do Judiciário, por outro, levanta um debate sensível: até que ponto é possível implementar filtros financeiros sem comprometer a função constitucional dos juizados?</p>
<p data-start="2234" data-end="2564" data-is-last-node="" data-is-only-node="">O avanço do projeto no Senado deve intensificar essa discussão, colocando em pauta o equilíbrio entre eficiência processual e acesso à Justiça. Caso aprovado, o texto poderá representar uma mudança estrutural no modelo dos Juizados Especiais, com impactos diretos na forma como o cidadão busca a tutela de seus direitos no Brasil.</p>
<p data-start="2234" data-end="2564" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Siga nosso <a href="https://www.linkedin.com/company/silvaesilva/?viewAsMember=true">Linkedin</a> e <a href="https://www.instagram.com/silvaesilvaadv/">Instagram</a>.</p>
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		<item>
		<title>Os limites da desconsideração da personalidade jurídica frente a terceiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[comunicacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 12:08:14 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[advogada]]></category>
		<category><![CDATA[advogado]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Bancário]]></category>
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		<category><![CDATA[Recuperação judicial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ementa: A desconsideração da personalidade jurídica possui fronteiras subjetivas precisas: alcança sócios, administradores e empresas do mesmo grupo econômico. Terceiros sem vínculo societário são, por definição legal, intangíveis por essa via. A proteção do credor diante de fraude praticada em favor de terceiros exige o ajuizamento de ação pauliana, instrumento autônomo e insubstituível, com requisitos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://silvaesilva.com.br/os-limites-da-desconsideracao-da-personalidade-juridica-frente-a-terceiros/">Os limites da desconsideração da personalidade jurídica frente a terceiros</a> apareceu primeiro em <a href="https://silvaesilva.com.br">Silva &amp; Silva Advogados Associados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Ementa:</em></strong><em> A desconsideração da personalidade jurídica possui fronteiras subjetivas precisas: alcança sócios, administradores e empresas do mesmo grupo econômico. Terceiros sem vínculo societário são, por definição legal, intangíveis por essa via. A proteção do credor diante de fraude praticada em favor de terceiros exige o ajuizamento de ação pauliana, instrumento autônomo e insubstituível, com requisitos próprios que não se confundem com os da desconsideração. A extensão da execução a terceiros sob o rótulo da desconsideração, sem observância das exigências da ação pauliana, viola o devido processo legal.</em></p>
<p>O art. 50 do Código Civil de 2002, tanto na redação original quanto na atual, editada pela Lei n. 13.874/2019 com suporte na teoria norte-americana do <em>disregard of legal entity,</em> define com precisão os efeitos e os destinatários da desconsideração: sócios, administradores e empresas integrantes do mesmo grupo econômico. A norma não é um princípio geral de combate à fraude patrimonial; é um remédio específico, com pressupostos delimitados e sujeitos passivos identificáveis.</p>
<p>O <em>caput</em> do art. 50 autoriza a extensão das obrigações aos bens particulares de administradores ou sócios da pessoa jurídica. O §3º permite alcançar empresas do mesmo grupo econômico. Nenhum dos dispositivos contempla, expressa ou implicitamente, a responsabilização de terceiros que não ostentem relação jurídica com as sociedades atingidas. Essa ausência não é lacuna, é opção legislativa deliberada.</p>
<p>A conclusão que se impõe é que a desconsideração tem alcance subjetivo taxativo. Não existe margem para interpretação extensiva com o propósito de responsabilizar quem quer que seja sem vínculo societário com a pessoa jurídica desconsiderada, ainda que indícios de fraude apontem para transferências patrimoniais em seu benefício. O §4º do mesmo art. 50 reforça esse entendimento ao estabelecer que a mera existência de grupo econômico, sem a presença dos requisitos do <em>caput</em>, não autoriza a desconsideração. A norma não foi concebida para alcançar terceiros e o intérprete não pode fazê-la chegar onde o legislador não quis.</p>
<p><a href="https://silvaesilva.com.br/passivo-rural-alongamento-da-divida-e-direito-do-produtor/">+ Passivo rural: alongamento da dívida é direito do produtor </a></p>
<p>A fraude contra credores é fenômeno jurídico distinto da desconsideração da personalidade jurídica. Sua disciplina está nos arts. 158 e seguintes do Código Civil de 2002, e sua consequência, a ineficácia relativa do ato fraudulento em relação ao credor prejudicado, somente pode ser reconhecida mediante ação pauliana própria, ajuizada com causa de pedir e pedido específicos voltados a esse fim, conforme estabelece o art. 161 do Código Civil.</p>
<p>O credor interessado deve demonstrar o preenchimento de três requisitos cumulativos: o <em>eventus damni</em> (prejuízo efetivo decorrente do ato impugnado); o <em>consilium fraudis</em> ou a <em>scientia fraudis</em> (ciência, pelo devedor e eventualmente pelo terceiro beneficiado, do estado de insolvência); e a anterioridade do crédito em relação ao ato tido por fraudulento. Essa última exigência decorre diretamente do art. 158, §2º, do Código Civil, segundo o qual somente os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação. Trata-se de requisito que, por si só, afasta a pretensão quando o ato impugnado antecede a constituição da obrigação exequenda.</p>
<p>Cada um desses requisitos possui conteúdo técnico próprio e exige cognição específica no plano do mérito. A análise do <em>eventus damni</em> demanda prova da insolvência do devedor à época do ato. A verificação do <em>consilium fraudis</em> pressupõe avaliação da ciência subjetiva das partes envolvidas. A anterioridade do crédito implica confronto preciso entre a data da constituição da obrigação e a data da prática do ato impugnado. Nenhum desses elementos pode ser adequadamente examinado de forma incidental em processo de execução, sob o regime probatório da desconsideração da personalidade jurídica.</p>
<p>Os requisitos da ação pauliana e o procedimento de avaliação do cabimento da desconsideração são sistemas que não se confundem e não se substituem. Tratá-los como fungíveis compromete a integridade de ambos e priva o terceiro das garantias processuais a que faz jus. A confusão entre desconsideração e fraude contra credores não é mera imprecisão terminológica: produz efeitos concretos e gravosos sobre quem, por lei, não poderia ser incluído no polo passivo de uma execução pela simples extensão dos efeitos do art. 50 do Código Civil.</p>
<p>Quando um tribunal reconhece incidentalmente, no bojo de execução, a ocorrência de fraude contra credores, sem ação pauliana &#8211; sem demonstração formal dos requisitos da anterioridade do crédito e do <em>consilium fraudis -,</em> e utiliza esse reconhecimento para justificar a constrição de bens de terceiros alheios ao quadro societário, cria, na prática, um instituto híbrido sem previsão legal: toma emprestado o procedimento da desconsideração para produzir os efeitos da ação pauliana, sem se submeter às exigências de nenhum dos dois. É exatamente esse desvio que a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça identificou e corrigiu no REsp 1.792.271/SP, sob relatoria do Ministro Antonio Carlos Ferreira, ao reconhecer que o tribunal de origem havia “criado nova espécie de desconsideração da personalidade jurídica, equivalente, na verdade, à fraude contra credores, não disciplinada no art. 50 do CC/2002, mesmo na redação atual”.</p>
<p>Para elucidar as consequências práticas dessa confusão, considere-se o seguinte cenário: um sócio devedor transfere bens a um terceiro, seja familiar, sócio de outra empresa ou qualquer pessoa sem relação societária com as executadas. Desconsiderada a personalidade jurídica das sociedades, esses bens permanecem juridicamente intangíveis pela via da desconsideração: o instituto não foi concebido para alcançar quem não participou da estrutura societária. A tentativa de atingi-los com fundamento em suposta confusão patrimonial, sem o ajuizamento de ação pauliana, viola o art. 50 do Código Civil e priva o terceiro dos direitos processuais assegurados naquela via autônoma, tais como o contraditório qualificado, a dilação probatória adequada e o exercício pleno do direito de defesa.</p>
<p>O devido processo legal exige que cada pretensão seja deduzida pelo instrumento que lhe é próprio. Misturar institutos distintos para alcançar o resultado de apenas um deles, sem os pressupostos que o legitimariam, viola o princípio da legalidade processual e expõe o sistema à insegurança jurídica. A distinção entre desconsideração da personalidade jurídica e fraude contra credores tem consequências diretas sobre a estratégia processual do credor, a defesa do terceiro atingido e as decisões dos magistrados que conduzem execuções complexas.</p>
<p>Ao credor, a orientação é precisa: a desconsideração alcança sócios, ex-sócios na medida de sua participação e empresas do mesmo grupo econômico. Para atingir terceiros sem vínculo societário que tenham recebido patrimônio em circunstâncias suspeitas, a via adequada é a ação pauliana, com pedido expresso de declaração de ineficácia do ato e demonstração rigorosa dos requisitos legais, em especial a anterioridade do crédito, que frequentemente determina o insucesso de pretensões formuladas tardiamente. Quando os atos fraudulentos foram praticados antes da constituição da dívida exequenda, a ação pauliana não prosperará, e nenhum esforço interpretativo pode suprir essa exigência legal.</p>
<p>Ao advogado do terceiro indevidamente atingido, a defesa deve centrar-se na ausência de previsão legal para a extensão dos efeitos da desconsideração a quem não integra o quadro societário, com invocação direta do art. 50 do Código Civil e do princípio do devido processo legal. A ausência de vínculo societário, devidamente demonstrada, é barreira jurídica suficiente, independentemente da gravidade das fraudes eventualmente atribuídas aos devedores originários. Ao magistrado, a correta aplicação dos institutos exige que se reconheça sua incomunicabilidade. Havendo indícios de fraude contra credores em atos praticados em favor de terceiros, a orientação correta ao credor é o ajuizamento de ação pauliana autônoma, não a extensão dos efeitos da desconsideração por via oblíqua, sem os pressupostos legais e sem o procedimento adequado. A brevidade da via executiva não autoriza a supressão das garantias processuais do terceiro.</p>
<p>A desconsideração da personalidade jurídica é instrumento necessário ao combate à fraude societária. Sua eficácia depende, porém, da preservação de seus limites.  Expandir a desconsideração da personalidade jurídica (por via transversa) para além do que a lei estabelece não fortalece a proteção dos credores, em verdade, fragiliza, isto sim, o instituto e, com ele, a segurança jurídica que dele deveria decorrer.</p>
<p><strong>Por: Dr. Daniel Fioreze</strong></p>
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		<title>Passivo rural: alongamento da dívida é direito do produtor</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 11:59:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos produtores rurais ainda acreditam que a renegociação de dívidas de crédito rural depende exclusivamente da vontade das instituições financeiras. No entanto, o ordenamento jurídico brasileiro estabelece que, diante de dificuldades temporárias causadas por fatores como frustração de safra ou oscilações de mercado, o alongamento do débito é um direito do produtor, e não um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="276" data-end="672">Muitos produtores rurais ainda acreditam que a renegociação de dívidas de crédito rural depende exclusivamente da vontade das instituições financeiras. No entanto, o ordenamento jurídico brasileiro estabelece que, diante de dificuldades temporárias causadas por fatores como frustração de safra ou oscilações de mercado, o alongamento do débito é um direito do produtor, e não um favor do banco.</p>
<p data-start="674" data-end="1035">Esse entendimento está consolidado na Súmula 298 do <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Superior Tribunal de Justiça</span></span>, que reconhece o direito ao alongamento da dívida rural quando comprovada a incapacidade temporária de pagamento. Na prática, isso significa que, preenchidos os requisitos técnicos e jurídicos, o produtor pode buscar judicialmente a readequação das condições do contrato.</p>
<p data-start="1037" data-end="1481">Um caso recente em Santa Catarina reforça essa interpretação. Um produtor afetado pela quebra de safra da soja e do trigo conseguiu na Justiça uma carência de dois anos para retomar os pagamentos, limitação dos juros a 12% ao ano e possibilidade de parcelamento do débito em até 12 anos. A decisão demonstrou que o Judiciário tem reconhecido a necessidade de compatibilizar a dívida com a real capacidade de geração de renda da atividade rural.</p>
<p data-start="1037" data-end="1481"><a href="https://silvaesilva.com.br/irrf-dos-fornecedores-pertence-aos-municipios/">+ IRRF dos fornecedores pertence aos Municípios </a></p>
<p data-start="1483" data-end="1947">Especialistas apontam que o sucesso dessas demandas não depende apenas da invocação do direito, mas da estratégia técnica adotada. É fundamental apresentar laudos agronômicos que comprovem as perdas, perícias que demonstrem a capacidade de pagamento e uma auditoria detalhada dos contratos bancários para identificar eventuais abusos. Essa atuação coordenada entre Direito Bancário e análise técnica do setor produtivo é conhecida como “engenharia jurídica”.</p>
<p data-start="1949" data-end="2182">O objetivo não é afastar a obrigação de pagar, mas transformar um passivo asfixiante em uma dívida sustentável, preservando a continuidade da atividade e evitando que a terra, principal ativo do produtor, se torne alvo de execução.</p>
<p data-start="2184" data-end="2522" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Diante de um cenário marcado por instabilidades climáticas e volatilidade de preços, a informação qualificada e a atuação preventiva tornam-se ferramentas essenciais de gestão. Buscar orientação técnica antes que a situação evolua para um litígio pode ser decisivo para garantir segurança jurídica e manter a viabilidade do negócio rural.</p>
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		<title>IRRF dos fornecedores pertence aos Municípios</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 12:27:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma decisão já consolidada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) está abrindo uma importante oportunidade de recomposição de receitas para os Municípios brasileiros. O entendimento é claro: o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) pertence ao ente municipal sempre que a retenção for realizada pela própria municipalidade, “a qualquer título”. Isso significa que o IRRF [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="flex flex-col text-sm pb-25">
<article class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none [--shadow-height:45px] has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) [&amp;:has([data-writing-block])&gt;*]:pointer-events-auto scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" dir="auto" tabindex="-1" data-turn-id="request-6983347f-366c-8332-a3df-66f3a17289c5-3" data-testid="conversation-turn-66" data-scroll-anchor="true" data-turn="assistant">
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<p data-start="275" data-end="617">Uma decisão já consolidada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) está abrindo uma importante oportunidade de recomposição de receitas para os Municípios brasileiros. O entendimento é claro: o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) pertence ao ente municipal sempre que a retenção for realizada pela própria municipalidade, “a qualquer título”.</p>
<p data-start="619" data-end="852">Isso significa que o IRRF incidente não apenas sobre a folha de pagamento de servidores, mas também sobre valores pagos a fornecedores e prestadores de serviço contratados pelo Município, integra a receita municipal — e não da União.</p>
<h5 data-start="854" data-end="892"><strong>Direito constitucional já definido</strong></h5>
<p data-start="894" data-end="1165">A Constituição Federal estabelece que o produto da arrecadação do IRRF retido pelos Estados e Municípios lhes pertence. O STF consolidou esse entendimento ao afastar interpretações restritivas que limitavam essa titularidade apenas aos rendimentos de servidores públicos.</p>
<p data-start="1167" data-end="1372">Com isso, Municípios que tenham transferido esses valores à União nos últimos cinco anos podem pleitear a restituição ou compensação dos montantes indevidamente recolhidos, com atualização pela taxa SELIC.</p>
<p data-start="1374" data-end="1515">Trata-se de uma alternativa concreta para reforço de caixa, sem necessidade de aumento de tributos ou criação de novas fontes de arrecadação.</p>
<p data-start="1374" data-end="1515"><a href="https://silvaesilva.com.br/grupo-heil-aprova-plano-de-recuperacao-judicial-com-reducao-historica-de-passivo/">+ Grupo Heil aprova plano de recuperação judicial com redução histórica de passivo.</a></p>
<h5 data-start="1517" data-end="1555"><strong>Recuperação exige precisão técnica</strong></h5>
<p data-start="1557" data-end="1748">Embora o direito esteja pacificado, a operacionalização da recuperação requer cautela. O desafio atual não é discutir a titularidade da receita, mas estruturar o procedimento de forma segura.</p>
<p data-start="1750" data-end="1967">A apuração envolve análise detalhada dos códigos de receita utilizados, conferência dos sistemas de retenção, revisão de procedimentos contábeis e articulação técnica entre as áreas jurídica e financeira do Município.</p>
<p data-start="1969" data-end="2097">Erros na compensação ou na forma de restituição podem gerar questionamentos por tribunais de contas e demais órgãos de controle.</p>
<h5 data-start="2099" data-end="2154"><strong>Eficiência administrativa e responsabilidade fiscal</strong></h5>
<p data-start="2156" data-end="2398">Além da oportunidade financeira, a questão envolve responsabilidade do gestor público. A eventual omissão na adoção de medidas para recuperar valores que pertencem ao Município pode ser interpretada como falha na defesa do patrimônio público.</p>
<p data-start="2400" data-end="2636">Por outro lado, quando conduzida com assessoria especializada, a recuperação do IRRF fortalece a autonomia financeira municipal, amplia a capacidade de investimento e contribui para uma gestão baseada em eficiência e segurança jurídica.</p>
<p data-start="2638" data-end="2757" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Transformar esse direito constitucional em receita efetiva é, acima de tudo, uma decisão estratégica de boa governança.</p>
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		<title>Grupo Heil aprova Plano de Recuperação Judicial com redução histórica de passivo</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 12:00:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em assembleia realizada no dia 10 de fevereiro de 2026, os credores das empresas Heil Malhas LTDA e Litoral Tinturaria LTDA, integrantes do Grupo Heil, aprovaram o seu Plano de Recuperação Judicial. O desfecho marca o sucesso de um processo que tramitou com celeridade na Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://silvaesilva.com.br/grupo-heil-aprova-plano-de-recuperacao-judicial-com-reducao-historica-de-passivo/">Grupo Heil aprova Plano de Recuperação Judicial com redução histórica de passivo</a> apareceu primeiro em <a href="https://silvaesilva.com.br">Silva &amp; Silva Advogados Associados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em assembleia realizada no dia 10 de fevereiro de 2026, os credores das empresas Heil Malhas LTDA e Litoral Tinturaria LTDA, integrantes do Grupo Heil, aprovaram o seu Plano de Recuperação Judicial. O desfecho marca o sucesso de um processo que tramitou com celeridade na Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá do Sul.</p>
<p>Proposto em 16 de junho de 2025, o processo alcançou a aprovação definitiva em menos de oito meses. O êxito garante a preservação de um grupo com mais de três décadas de história, assegurando a manutenção de sua função social e econômica através da continuidade de suas operações e preservação de empregos no polo têxtil catarinense.</p>
<p>Com um passivo concursal de aproximadamente R$ 20 milhões e envolvendo cerca de 373 credores, o plano aprovado estabelece um deságio de 90% sobre o valor das dívidas das Classes III e IV. Essa medida representa uma redução direta de aproximadamente R$ 18 milhões no endividamento do grupo, que contará ainda com um prazo de carência de 48 meses e parcelamento estendido por 120 meses para pagamento. Tais condições foram fundamentais para adequar o fluxo de caixa das empresas à sua real capacidade de geração de lucros, permitindo que o Grupo Heil retome seus investimentos em modernização tecnológica e expansão de mercado.</p>
<p><a href="https://silvaesilva.com.br/justa-indenizacao-o-que-esta-em-jogo-na-desapropriacao/">+ Justa indenização: o que está em jogo na desapropriação </a></p>
<p>Outro pilar fundamental da reestruturação foi o saneamento fiscal: o Grupo Heil reduziu seu passivo tributário de R$ 24.927.614,75 para cerca de R$ 12.932.848,69, consolidando uma redução superior a R$ 11.994.766,06. Esta expressiva diminuição, que alcançou cerca de 50% da monta total da dívida fiscal da Litoral Tinturaria, foi possível graças a uma intensa fase de negociações e ajustes realizados durante o período de blindagem do processo de recuperação, garantindo a sustentabilidade da operação ao longo das negociações.</p>
<p>O sucesso da operação é fruto do trabalho liderado pelo escritório <a href="https://silvaesilva.com.br/"><strong>Silva e Silva Advogados Associados</strong></a>. A estratégia foi conduzida pelo sócio <strong>Dr. Daniel Fioreze</strong>, responsável pelo núcleo de Recuperação Judicial, com atuação integrada da <strong>Dra. Ana Paula V. Bardini</strong> (Direito Tributário) e do <strong>Dr. Henrique Juliano</strong> (Direito Bancário). Essa sinergia multidisciplinar entre os núcleos do escritório foi determinante para o redesenho da viabilidade econômica e o sucesso no processo de soerguimento do Grupo Heil, demonstrando que uma abordagem jurídica técnica e coordenada é o diferencial para superar crises estruturais complexas.</p>
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		<title>Justa indenização: o que está em jogo na desapropriação</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 12:09:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A desapropriação é um instrumento legítimo do Poder Público para viabilizar obras e projetos de interesse coletivo. No entanto, para que esse mecanismo não resulte em prejuízo injusto ao cidadão, a Constituição Federal estabelece um princípio fundamental: o direito à justa indenização. Na prática, esse conceito vai de justa indenização muito além do valor inicialmente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="501" data-end="791">A desapropriação é um instrumento legítimo do Poder Público para viabilizar obras e projetos de interesse coletivo. No entanto, para que esse mecanismo não resulte em prejuízo injusto ao cidadão, a Constituição Federal estabelece um princípio fundamental: o direito à justa indenização.</p>
<p data-start="793" data-end="1040">Na prática, esse conceito vai de justa indenização muito além do valor inicialmente apresentado na notificação administrativa. Ainda assim, muitos proprietários acreditam que a proposta feita pelo ente público é definitiva, o que não corresponde à realidade jurídica.</p>
<p data-start="1099" data-end="1442">A legislação prevê que a indenização deve refletir o valor real do bem, considerando não apenas o terreno, mas também todas as benfeitorias existentes. Construções, ampliações, reformas, plantações e sistemas de infraestrutura que agregaram valor ao imóvel precisam ser devidamente analisados e comprovados por meio de laudos técnicos.</p>
<p data-start="1444" data-end="1567">Ignorar esses elementos pode resultar em uma indenização inferior ao patrimônio efetivamente constituído ao longo dos anos.</p>
<p data-start="1444" data-end="1567"><a href="https://silvaesilva.com.br/saude-mental-no-trabalho-entra-no-radar-juridico-das-empresas/">+ Saúde mental no trabalho entra no radar jurídico das empresas. </a></p>
<p data-start="1621" data-end="1897">Caso não haja consenso na fase administrativa, o processo segue para o Judiciário. Nesse momento, o juiz nomeia um perito judicial oficial, profissional imparcial responsável por avaliar o imóvel com base no mercado imobiliário local e em suas características específicas.</p>
<p data-start="1899" data-end="2078">A perícia judicial é um dos pilares da justa indenização, pois oferece ao magistrado subsídios técnicos para fixar um valor que reflita a realidade econômica do bem desapropriado.</p>
<p data-start="2127" data-end="2458">Nos casos em que o imóvel abriga uma atividade econômica, a discussão jurídica pode se tornar ainda mais complexa. A jurisprudência admite, em determinadas situações, a análise de prejuízos relacionados ao fundo de comércio e aos lucros cessantes, especialmente quando a desapropriação compromete a continuidade do negócio.</p>
<p data-start="2460" data-end="2581">O objetivo é evitar que o proprietário sofra um decréscimo patrimonial injustificado em razão de uma intervenção estatal.</p>
<p data-start="2634" data-end="2945">Processos de desapropriação envolvem aspectos técnicos, econômicos e jurídicos que exigem atenção em cada etapa. O acompanhamento especializado permite identificar inconsistências na avaliação, garantir a produção adequada de provas e assegurar que o princípio da justa indenização seja efetivamente respeitado.</p>
<p data-start="2947" data-end="3092">Mais do que discutir valores, trata-se de preservar direitos e assegurar equilíbrio entre o interesse público e a proteção do patrimônio privado.</p>
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