19.maio

Exclusão do PIS e da COFINS da própria base de cálculo ganha força no Judiciário

A discussão sobre a exclusão do PIS e da COFINS de suas próprias bases de cálculo vem ganhando destaque no cenário tributário brasileiro e despertando atenção de empresas de diversos setores.

A tese busca o reconhecimento do direito de apurar e recolher as contribuições sem incluir os próprios valores de PIS e COFINS na base utilizada para cálculo desses tributos.

Na prática, especialistas defendem que o atual modelo de cobrança amplia artificialmente a carga tributária suportada pelas empresas, aumentando o valor final recolhido mensalmente.

Como funciona hoje

Atualmente, o PIS e a COFINS são calculados “por dentro”, ou seja, os próprios tributos acabam integrando sua base de incidência.

Isso significa que a empresa paga contribuição sobre valores que já correspondem ao próprio tributo devido.

O principal argumento jurídico utilizado nas ações é que essa sistemática contraria princípios constitucionais tributários e distorce o conceito de faturamento e receita bruta.

Discussão ganhou força após a “tese do século”

O tema passou a receber maior atenção após o julgamento do Supremo Tribunal Federal que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS, discussão que ficou conhecida nacionalmente como a “tese do século”.

A partir desse precedente, novas teses relacionadas à composição das bases tributárias começaram a ganhar espaço no Judiciário.

Entre elas:

  • exclusão do ISS da base do PIS e da COFINS;
  • exclusão do PIS e da COFINS de suas próprias bases;
  • revisão de incidências tributárias em cascata.
Impactos financeiros podem ser expressivos

Dependendo do porte da empresa e do volume de faturamento, os valores envolvidos podem representar impacto significativo no caixa.

Em caso de reconhecimento do direito, as empresas podem:

  • reduzir a carga tributária futura;
  • revisar a sistemática de apuração;
  • recuperar ou compensar valores pagos indevidamente nos últimos anos.

O tema tem sido acompanhado especialmente por empresas dos setores industrial, comercial e de serviços, que convivem diariamente com elevada carga tributária.

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Análise individual é indispensável

Apesar do potencial benefício financeiro, especialistas alertam que cada caso deve ser analisado individualmente.

Questões como:

  • regime tributário adotado;
  • histórico de recolhimentos;
  • forma de apuração fiscal;
  • documentação contábil

influenciam diretamente na viabilidade jurídica e econômica da discussão.

Além disso, o tema ainda segue em desenvolvimento no ambiente judicial, exigindo avaliação estratégica sobre riscos e oportunidades.

Planejamento tributário se torna cada vez mais estratégico

O avanço dessas discussões reforça o protagonismo do planejamento tributário dentro das empresas.

Em um cenário de alta carga fiscal e mudanças constantes no sistema tributário brasileiro, revisar estruturas fiscais deixou de ser apenas uma medida de economia e passou a representar uma ferramenta de segurança jurídica e competitividade empresarial.

A discussão envolvendo a exclusão do PIS e da COFINS de suas próprias bases de cálculo deve continuar em evidência nos próximos anos, especialmente diante do atual ambiente de transformação tributária no país.

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