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Gestão de Crise de Imagem Corporativa

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Gestão de Crise de Imagem Corporativa

Em uma nova era surgida após a operação Lava Jato, a cada semana se instaura uma nova operação policial em todo o país, geralmente a fim de apurar crimes contra a Administração Pública.

Vereadores, prefeitos, secretários, membros do Legislativo e Executivo na esfera municipal, estadual e federal, bem como empresários são constantemente alvos destas operações, sendo inúmeras as ordens de prisão preventiva emanadas por juízes em todo o território.

O “estopim” Lava Jato incentivou a revisão de milhares de contratos e relações público/privadas, culminando em manifesto “caça às bruxas” em todo o país.

A veemente atuação do magistrado Sérgio Moro, por exemplo, levou a cárcere alguns dos mais importantes empresários do país, diretores das maiores empresas e donos das maiores fortunas.

A prisão de alguns destes empresários levou à ruptura impérios construídos ao longo de décadas, além de fazer com que algumas empresas enfrentassem uma crise financeira devastadora ante a queda do valor de suas ações.

Ocorre que a crise de imagem ocasionada pela prisão de um empresário se alastra até macular o nome da própria empresa a qual está associado, o que desencadeia uma série de eventos a fim de conter um lapso financeiro, tal como venda de ativos, substituição da diretoria, entre outros.

Vejamos que a mídia, ao mesmo passo que pode levar determinado indivíduo e empresa à ascensão também é capaz de levá-los à ruína.

Deste modo e principalmente nos procedimentos criminais, há ferramentas estratégicas a serem utilizadas em favor da recomposição e gestão da crise de imagem ocasionada.

Atente-se ao fato de que um dos últimos episódios da operação Lava Jato (Prisão do Diretor de um dos maiores bancos de investimento do país) deixou de ser comentado poucos dias após seu acontecimento, ato derivado do direcionamento estratégico do foco das notícias que relacionam a empresa, eis que foi modificada a direção da empresa e foram anunciadas diversas vendas de ativos, o que acabou contendo a mídia em relação a demais assuntos.

A contenção visou demonstrar ao país e ao mundo que apesar da prisão do “ex-diretor”, as atividades empresariais não foram um minuto sequer interrompidas, bem como a solidez do negócio não foi afetada.

A instituição tem logrado certo êxito em demonstrar que sobrevive de maneira sadia e ininterrupta sem a atuação de seu protagonista, o que deve e deveria imperar em toda situação similar de prisão de diretores de companhias brasileiras.

É, portanto, com maestria que se deve conduzir, além do processo, o próprio negócio, sendo estes os primados da advocacia moderna.

 


Publicado por

Pedro Henrique Almeida da Silva OAB/SC 40.495

Bacharel em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI).

Pós-graduando em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET) – 2014/2015.

Pós-graduando em Direito Societário pela Universidade Cândido Mendes (UCAM) – 2015/2016.

Analista em Comércio Internacional pelo Centro Europeu – 2013.

Cursou Direito Tributário Verticalizado pela Fórum – 2014.

Advogado atuante nas áreas de Direito Imobiliário e Direito Societário em nível administrativo e contencioso.

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